domingo, 28 de março de 2010

Aeromoças


"Antes da Primeira Guerra Mundial, os famosos zepelins já contavam com uma equipe de bordo. Em 1919, com a inauguração das várias linhas aéreas, os controladores de rádio ou os mecânicos dos aviões é qie tinham de atender os passageiros. Até que, no ano de 1930, S. A. Stimson, presidente da companhia aérea Boeing Air Transport, dos Estados Unidos, idealizou a profissão de aeromoça (depois rebatizada de comissária de bordo). Era na época em que as estradas de ferro desenvolvia uma política agressiva contra a aviação comercial, respondendo ao argumento da maior velocidade com o da segurança das viagens aéreas. Stimson criou uma equipe de anfitriãs aéreas com conhecimento de enfermagem. Em 15 de maio de 1930, oito aeromoças começaram a trabalhar na rota Oakland - Cheienne, um vôo com cinco escalas. A primeira a voar foi Ellen Church, ex-enfermeira do hospital francês de San Francisco. As mulheres dos pilotos, enciumadas com a novidade, fizeram grande protesto."


aeee mulherada!!! rs...




Esse é em homenagem às queridas de terra da Azul que foram pro vôo: Lê, Gi, Val, Ju, e a turma toda, e pra Lê (helena) e Bruna, lindas amigas de mil anos que estão voando na TAM.

Achei agora no Livro das Invensões de Marcelo Duarte, 1998.

quinta-feira, 25 de março de 2010

texto publicado no meu outro blog dia 13 de novembro de 2006

Música...

a que ponto a boa música é levada em consideração na mídia?
O que vale mais? um bom instrumentista, um excelente cantor, ou um poser nato? Quem canta ou quem rebola? Quem toca e estuda um instrumento ou quem sabe dar 4 acordes e fazer uma bela careta?
Dizem por ai que o bom músico não é reconhecido no Brasil... oq é ser reconhecido?? é ter a cara estampada na Caras?? é dublar a própria música no Faustão?? Ou fazer caras e bocas na MTV??


Limpe seu ouvido, procure uma boa rádio, não pegue na internet as músicas que tocam na Malhação.
Procure coisas novas, estilos, bandas, cantores diferentes...
Não deixe seu senso crítico ser jogado no lixo..
ouça Grooveria, Jonh Mayer, Jammie Cullum, Hermeto Pascoal, Funk Como Le Gusta, Duofel, Corinne Bailey Rae...
não estou dizendo que oq toca por ai não tem qualidade... mas pode-se passar uma peneira com baixo índice de aproveitamento...
o que quero dizer é: aprimore seu senso crítico!! Compare!!

A música é MUITO MELHOR do que é mostrado na mídia...
descubra isso por você!!

quarta-feira, 24 de março de 2010

beco da falta de criatividade

hoje estou no jardim da falta de criatividade. Não é um jardim, mas um beco.

Tentei descer a trilha, fazer o caminho na vontade de encontrar logo a linda casa de madeira e usar a chave que não sai mais do meu bolso. Como eu queria usar aquela bancada pra escrever, escrever e escrever...

Mas tudo parece do avesso hoje, procurei pelo caminho certo mas errei e dei de cara com outro lugar completamente diferente.

Não era uma clareira com flores, luz do sol e a leve brisa me acalmando, mas sim um lugar quente e sombrio, um beco escuro com montes de lixo pelos cantos, barulho de vidros quebrando, gritos, carros e sirenes.

Peguei um pedaço de guardanapo e uma caneta de pouca carga e tentei escrever... pensei em trabalho, estudos, viagens, compromissos, pessoas... mas não veio nada. O calor é insuportável e o mau estar só aumenta. Tanta coisa pra fazer, decidir, pensar e lutar. Dá preguiça, da medo. Estou cansada, só isso.

Nesse momento me levanto, pego um copo de água no fim da rua. Estranho aparecer ali, de repente, a única coisa limpa e confiável pelo caminho. Sem dúvidas me hidrato e continuo a caminhada.

Quem sabe hoje não é dia de encontrar com a criatividade, ou quem sabe não tropeço com ela no meio do caminho em forma de outra coisa que não seja meu estúdio, minha casa de madeira.

Continuo procurando, enquanto tenho certeza de que, hoje, minha compania não é das melhores pra ninguém.




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terça-feira, 23 de março de 2010

Aula de Moto #1

Dizem que andar de moto é perigoso... principalmente quando não se tem habilitação. Foi o que Ana descobriu as 19 anos a partir de uma bela queda no cruzamento de sua casa em uma tarde de domingo.

Quanta imprudência, custou um braço direito quebrado e um afastamento de 15 dias do trabalho ( o que não foi de todo o mau), mas ainda bem que foi um tombo bobo por não aguentar sozinha o peso do brinquedo.

Mas como é que faz pra aprender a dirigir uma coisa tão grande daquelas? Não era uma motinho normal como aquelas TOP 10 da marginal, era bem maior que ela e a ponta do pé no chão era luxo.

Ideia do pai dela... ensinou no começo pela grama, depois, orgulhoso da menina prodígio, soltou-a livre pelo asfalto para ver o que é que dava... e viu... viu de longe e correu para acudir, levantou o chumbo e a fez voltar pra casa dirigindo a fim de evitar o trauma.

E evitou? Aposto que não... mas já se passaram 2 anos e nunca mais a vi se arriscando com aquilo. Era uma moto igual aquela ali, com capacete igual aquele, uma calça igual, o tênis... vixiiiii .... o tombo e o grito era igual também... caramba, ela não aprende??????????



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segunda-feira, 22 de março de 2010

Meu Jardim da Criatividade

Fazia tempo que procurava algum lugar quietinho assim pra mim...

Te garanto que o caminho não foi fácil; parecia mesmo aquelas trilhas de aventura que se faz em acampamentos - começou a chover logo de cara... o caminho era estreito com muitas árvores altas que permitiam apenas que raios de sol iluminassem o chão acidentado.

A chuva caia firme, ao mesmo tempo suave. Era descida e a água escorria pelo caminho de lama. Escorreguei várias vezes, me apoiava em troncos, cipós, galhos, e descia rápido pois a ânsia de saber o que havia lá embaixo era grande... o caminho foi longo, cansativo, mas quando cheguei o tempo parou!

Era uma clareira cheia de flores, árvores altas em volta e o sol que batia forte, como um holofote que destaca o ator principal de uma peça de teatro, iluminava uma casa de madeira e vidro que me permitia ver seu interior com o mistério de não mostrar detalhes.

Com muita curiosidade me aproximei e quando parei em frente àquela porta enorme de madeira entalhada com uma clave de sol senti um peso no bolso que nem lembrava que tinha. Era uma chave, grande, de aço, pesada e com o mesmo desenho na ponta. Não tive dúvidas, abri a porta e uma brisa leve me descansou.

Tirei os sapatos, lavei as mãos, troquei as roupas sujas por um vestido leve e nos pés... nada... fiz questão de esparramar meus dedos naquele chão fresco e em seguida em um tapete que mais parecia um urso de pelúcia bege que cobria grande parte daquele salão de vidro sem paredes.
Era enorme, não sabia por onde começar. Instrumentos por toda parte e uma bancada de ferro e vidro repleta de cadernos de todos os tipos e tamanhos, folhas em branco, com linhas, pautadas, grandes, pequenas, e claro, muitos lápis, borrachas e canetas variadas.

Um lindo piano de cauda ficava à direita do salão, à esquerda uma bateria completa, 2 violões, de aço e nylon, uma guitarra e 2 baixos - acústico e elétrico. Microfones por todos os lados e atrás de outro vidro uma mesa de som e 2 computadores.

Passei horas initerruptas ali, alternava em escrever, tocar, compor. Lápis na orelha, copo na mão, apaga, grava, canta, corrige, começa de novo.

Foi-se o dia inteiro fazendo apenas uma música, e que música! Me senti superando as próprias espectativas. Falei de amor, de dor, usei palavras ou notas, mas falei.

Ao fim do dia, ja escurecia, um sorriso no rosto e uma chave na mão, deixei tudo como estava e fiz o caminho de volta. Foi rápido, fácil, limpinho, nem parecia o mesmo.

Não contei isso pra ninguém, nem que fui, nem que existe, nem a música mostrei. Só eu sei que está lá, meu segredo, meu descanso... MEU JARDIM DA CRIATIVIDADE...